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Rozini

Fabricante brasileira de instrumentos de corda dedilhada

Fundada em 1995 em São Paulo fabricando cavaquinhos, tornou-se referência em viola caipira e mantém produção 100% nacional, sem terceirização.

Fonte histórica Confiança das fontes: Alto para fundação e catálogo; médio para números de produção Ver as fontes

Atualizado em 23/9/2026

Origem e história

A Rozini nasceu em novembro de 1995, em São Paulo, da sociedade entre José Roberto Rozini, representante comercial, e o luthier José Pereira. O registro público da firma indica abertura em dezembro do mesmo ano — datas compatíveis entre início de operação e formalização. O primeiro produto foi o cavaquinho, no embalo da explosão do samba e do pagode dos anos 1990.

A hipótese de origem na região Sul não se sustenta: a Rozini nasceu e permanece em São Paulo capital, zona norte.

A expansão da linha seguiu a lógica do repertório brasileiro: do cavaquinho para banjos, violões e, depois, a viola caipira — descrita como a paixão de Zé Pereira. A produção de violas começou em 1996; a de violões por volta de 2000, sendo o modelo Studio o primeiro e, até 2017, o mais vendido. Em agosto de 2003 foi aberta a Rozini Indústria e Comércio de Instrumentos Musicais. Desde 2006 a empresa adota política de madeira legal, usando apenas matéria-prima com Documento de Origem Florestal.

Em 2017, aos 22 anos, a empresa declarava cerca de 4.000 m², 90 funcionários, produção de aproximadamente 35 mil instrumentos por ano, produção integralmente nacional sem terceirização e exportação para Alemanha, França e Israel. Em setembro de 2024 reforçou a equipe com plano de expansão internacional e lançou as linhas Brasileiros, Black Top e Custom.

Categorias e linhas

Linhas atuais confirmadas no site oficial: Brasileiros, Eco, Virtuoso, Caipira, Estudante, Studio, Premium, Dourada, Show, Profissional, Black Top, Custom, Concertista, Assinatura, Color e Collab.

Na linha Assinatura: violas Almir Pessoa, Inezita Barroso e Tião Carreiro; bandolim Hamilton de Holanda, profissional de 10 cordas; cavaquinhos Mário Sérgio e Ademir Fogaça. Os modelos Inezita Barroso e Tião Carreiro são homenagens póstumas a nomes fundadores da música caipira e não implicam que os artistas tenham tocado instrumentos Rozini em vida.

A linha Brasileiros, de 2024, reúne violões e violas com madeiras 100% brasileiras — marupá, cedro e roxinho. Anos de lançamento dos modelos individuais não são publicados pela empresa.

Brasil

Relação com o Brasil

É, entre as marcas do acervo, a que tem a relação mais direta com o repertório brasileiro — não por marketing, mas por composição de catálogo: cavaquinho para o samba, viola para o caipira e o sertanejo, bandolim para o choro.

A produção é declaradamente 100% nacional e artesanal, sem terceirização. É a diferença estratégica mais marcante em relação à Di Giorgio, que migrou parte da produção para a Ásia.

Músicos com fonte documentada: Hamilton de Holanda, Almir Pessoa, Ademir Fogaça e Mário Sérgio, todos com modelos assinatura ativos no catálogo oficial. Nenhum outro nome foi localizado com documentação. A exportação alcançava Alemanha, França e Israel em 2017, com plano de expansão para Europa, América Latina e América do Norte em 2024.

Linha do tempo

Marcos datados

  1. Início das atividades com cavaquinhos, em São Paulo 1995
  2. Início da produção de violas 1996
  3. Início da produção de violões; modelo Studio ano a confirmar
  4. Abertura da Rozini Indústria e Comércio 2003
  5. Adoção de madeira exclusivamente com DOF 2006
  6. 22 anos: 90 funcionários e exportação 2017
  7. Nova equipe de exportação; linhas Brasileiros, Black Top e Custom 2024

Acervo

Categorias de instrumentos

Acervo

Por que entra no Notas do Brasil

É a marca cujo catálogo mapeia diretamente a música brasileira, e oferece o contraste mais instrutivo possível com a Di Giorgio: duas fabricantes brasileiras de instrumentos de corda que, diante da mesma pressão de custo, tomaram caminhos opostos — uma migrou parte da produção para a Ásia e entrou em recuperação judicial, a outra manteve produção integralmente nacional e está expandindo exportação.

Fontes

Fontes consultadas

Oficiais

  1. rozinibrazil.com — catálogo e linhas · catálogo
  2. rozinibrazil.com/the-begin — história declarada · site oficial
  3. rozinibrazil.com/linha/linha-assinatura — modelos assinatura · catálogo

Complementares

  1. Música & Mercado — a viola que ganhou o Brasil · imprensa setorial
  2. Música & Mercado — equipe de expansão internacional · imprensa setorial
  3. Casa dos Dados — registro público da empresa · registro público

Em apuração

  • Nome completo e trajetória de José Pereira, o luthier cofundador
  • Divergência de bairro da fábrica
  • Anos de início da produção de violas e violões
  • Números de produção e faturamento, declarados pela empresa sem verificação independente
  • Anos de lançamento das linhas individuais

O marcador a confirmar indica informação de fonte única, fonte comercial, ou com divergência entre fontes.

Estados do selo

Verificado em fonte primária Fonte histórica Declarado pela marca A confirmar

O selo indica a procedência da informação, não a qualidade da marca.

Acervo

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