Squier
Marca de guitarras e baixos do grupo Fender · Estados Unidos
Nasceu em 1890 como fabricante de cordas, teve o nome aposentado nos anos 1970 e foi reativada em 1982 como marca de guitarras Fender acessíveis, feitas no Japão.
Fonte histórica Ver as fontes Atualizado em 23/9/2026
Origem e história
A V.C. Squier Company foi fundada em 1890 em Battle Creek, Michigan, por Victor Carroll Squier. Não era fabricante de instrumentos: fazia cordas para violino, banjo e guitarra.
A empresa passou a fornecer cordas para Leo Fender no início dos anos 1950 e foi incorporada ao grupo Fender em 1965, no mesmo ano da venda à CBS. As fontes divergem sobre quem comprou — Leo Fender ou a CBS —, e o ponto segue a confirmar. Em meados dos anos 1970 o nome Squier foi aposentado e as cordas passaram a levar a marca Fender.
O renascimento tem causa documentada. Em março de 1982 foi criada a joint venture Fender Japan, com a Yamano Gakki e a Kanda Shokai — dona da marca Greco, uma das principais fabricantes de cópias, o que neutralizou a concorrência de dentro. Entre julho e agosto de 1982 o nome Squier foi reativado, agora em guitarras.
O motivo era prático: a Fender enfrentava problemas de controle de qualidade, custo alto de fabricação nos EUA e concorrência agressiva das cópias japonesas. Em vez de sustentar batalhas jurídicas, passou a produzir Fenders acessíveis e oficiais no Japão. A produção migrou do Japão (FujiGen, 1982–1987) para a Coreia do Sul e, depois, para China e Indonésia.
Categorias e linhas
A série JV (Japanese Vintage), de 1982 a 1984, reuniu os primeiros Squier: recriações de especificações dos anos 50 e 60 — Stratocaster ’57 e ’62, Telecaster ’52, Precision ’57 e ’62, Jazz Bass ’62. Seguiram-se SQ, Contemporary e, em 1996–1998, a Vista Series.
Bullet, Affinity e Standard consolidaram a marca no segmento de entrada em massa; Classic Vibe, Sonic e Paranormal são as linhas atuais. Os anos de lançamento dessas séries não foram localizados em fonte confiável e não são publicados aqui.
Detalhe de identificação: os primeiros modelos traziam o logo Fender em destaque e Squier em letras pequenas. Depois a proporção foi invertida.
Presença e relevância no Brasil
A Squier entra no Brasil pelo mesmo canal da Fender: até setembro de 2020, Pride Music como distribuidora exclusiva; depois, o modelo multicanal da FMIC.
O dado mais relevante para o acervo é que a redução de preço esperada com a mudança de 2020 miraria especialmente os produtos Squier, que competem no país contra marcas brasileiras fabricadas na Ásia no segmento de entrada.
Isso coloca a Squier em disputa direta com Michael, Strinberg e as linhas de entrada da Tagima e da Eagle — um cruzamento que o acervo pode explorar.
Instrumentos e produtos no acervo
- Amplificadores
- Baixos elétricos
- Guitarras elétricas
Marcos datados
- 1890 Fundação da V.C. Squier, fabricante de cordas fonte a confirmar
- 1965 Incorporada ao grupo Fender fonte a confirmar
- 1982 Fender Japan e reativação da marca fonte a confirmar
- 1982 Série JV, fábrica FujiGen fonte a confirmar
- 1987 Produção migra para a Coreia do Sul fonte a confirmar
- 2020 Reestruturação da distribuição no Brasil fonte a confirmar
A confirmar
- Quem adquiriu a V.C. Squier em 1965 (Leo Fender ou CBS)
- Ano de encerramento da operação de cordas
- Anos de lançamento das séries modernas
- Quem distribui Squier no Brasil hoje, nominalmente
- Site oficial bloqueia leitura automatizada — séries atuais pendentes
- Data de: Fornecedora OEM da Fender
- Data de: Nome aposentado; cordas passam a ser Fender
- Data de: Vista Series
- Séries atuais (ficha)
O marcador a confirmar indica informação de fonte única, fonte comercial, ou com divergência entre fontes.
Fontes consultadas
Complementares
- Guitar.com breve história das guitarras Squier imprensa especializada
- Guitar World 40 anos de Squier imprensa especializada
- MIJ Guitar Guide panorama das séries fonte especializada
- Música & Mercado distribuição Fender no Brasil imprensa setorial
O nível de confiança indica a procedência das informações, não a qualidade da marca.
Por que entra no Notas do Brasil
É a marca que melhor expõe a economia real do instrumento de entrada no Brasil: define o preço de referência da primeira guitarra e muda o comportamento das marcas nacionais. Permite também tratar um capítulo raro e bem documentado — uma empresa que respondeu à pirataria comprando a concorrência em vez de processá-la.

